terça-feira, 10 de julho de 2007

A vida da menina


Se lhe perguntassem meses antes o que seria do seu futuro, certamente ela responderia, sem pestanejar, que sua vida fazia parte de um engenhoso futuro muito distante de todas aquelas casas, árvores e pessoas dali. Porém, quanto mais certeza ela exteriorizasse, mais os ventos soprariam contra suas idéias (que por vezes a levavam de encontro a ruína e a dor).
Por ela a vida seria bem mais simples e potencialmente mais justa. Mas, como sempre as pedras no caminho insistiam em trazer-lhe lembranças de que o amargo de crescer nunca iria embora, conformou-se a menina com seu caminho.
Aprendeu o valor da luta e conheceu o sabor de colher os frutos do seu plantio. Bem como sentiu os olhos marejarem quando a geada queimou sua fértil colheita. E jamais, ouça bem, JAMAIS deixou de arar a terra, mesmo quando dela crescesse apenas enfadonhas gramíneas.
Ser forte não era uma questão de personalidade, mas sim de sobrevivência, de uma ação antibiótica. E certamente, dizia a menina, que quanto mais aniversários ela fazia mais paciente se tornava. Afirmava ainda que nunca se arrependeu daqueles erros que todos julgaram grandes, pois ali era onde residia os fragmentos de experiências que constituíam-na.
E se um dia achou-se sozinha, ela soube então que podia contar com ela mesma. Sabia que só era feliz quem conhecia o mistério do tempo. Era quem sabia que não existia passado ou futuro, e sim, o único, presente perpétuo.

domingo, 20 de maio de 2007

A frase do Lulu ♥


"A alegria que me dá, isso vai sem eu dizer." ♥
Lulu Santos

sábado, 19 de maio de 2007

Manifesto Comum


De acordo com o dicionário, COMUM designa algo que pertence simultaneamente a mais de um. COMUNIDADE? Qualidade do que é comum. E ainda assim, por que a necessidade de ser tão excêntrico e diferenciar-se do resto? Portanto, venho por meio deste manifesto, dar um grito em honra de gostar de amarelo e sossegar se o meu próximo também gostar de amarelo.
É uma característica humana tomar gosto por ser diferente, eu sei. É uma forma de termos uma identidade, assim como um nome, um número próprio na carteira de identidade ou aquela pintinha que só nós temos! Até mesmo esse manifesto manifesta minha vontade de fazer algo que ninguém nunca fez... um protesto a favor do comum. Sim, meu bem, a favor do comum. Pois me diga então, qual a graça de conhecer uma banda do Sri Lanka que toca música ALTERNATIVA cujo nome nem você consegue pronunciar? Não é muito mais fácil você dizer "Pô, conhece aquela do Rolling Stones?" e a pessoa te responder na lata que conhece e ainda prefere a sua preferida? Não é muito mais empolgante travar uma conversa com alguém que tem conhecimento sobre coisas que você gosta? E ela ainda pode acrescentar muito mais sobre o mesmo assunto. Por que? Porque cada um, tem uma visão de uma mesma coisa; sendo paradoxalmente comum e incomum a você. E a graça do mundo reside nisso, em exaltar que todos podemos ser iguais e de um jeito diferente.
Porém, amigos, manifesto aqui também minha profunda decepção e vergonha perante alguns movimentos. Como todos pegam o movimento EMO como exemplo (vamos lá, exercitando o manifesto comum), vamos analisar a situação : A verdade é que esse manifesto não prova nada além de que ser incrivelmente alternativo e diferentão, e escancarando essa realidade, nada mais é do que o meio mais rápido de massificar uma 'nova' cultura. Daí surge um festival de gente muito mais igual ainda, que logo se enche disso tudo e volta ao NORMAL. Comum.
E tudo se reclica. É tudo sempre igual.
E viva ao comum!
Aliás, eu nem gosto mesmo de amarelo.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Do you remember?

É inevitável. Somos obrigados a aceitar certas verdades, uma delas é a de que todas as pessoas compartilham da mesma arapuca em algum ponto da vida. Seja pegar fila de banco, metrô lotado, pasta de dentes no fim e até mesmo seu paquera com outra. É natural divirdimos algumas desgraças, assim como a maior de delas: as lembranças.
Lembrança é uma coisa complicada. Te dá momentos extremamente prazerosos se o que você recorda é algo maravilhoso. Mas... E se não é? E se o que você insiste em resgatar é algo que o seu coração já deveria ter perdoado, esquecido? Se você viaja pra perto daquela sua dor e não consegue deixa-la ir?
Aí, meu bem, a água bate na bunda e tu gostaria de deitar e ter uma amnésia colossal.
Infelizmente não é assim que funciona. É quase.
Mais uma verdade a ser compartilhada e vivida: a gente lembra o que quer lembrar, esquece o quer esquecer. Se a lembrança lhe envia um fax, foi você quem forneceu o número. Se você esqueceu o Marcelo, não foi por causa do Murilo, mas porque você viu que existe mais coisa a se conhecer... foi você que forneceu a senha do teu cofre. Você é quem se enjaula e quem se liberta.
Hoje você se descabala e diz que não é sua culpa, que não consegue, é mais forte que você. Então sinto concordar, você é mesmo uma pessoa fraca. E talvez até rancorosa. Ou aquelas patéticas que adoram o martírio, sofredoras por opção. É tudo show. De péssimo gosto e qualidade. E a terceira verdade compartilhada é que você sabe disso, e repete sempre na esperança de que Deus (e por que não o mundo?) se compadeça de seus problemas! Tem ainda aquelas que não esquecem as ofensas; e digerem lentamente o amargo do ressentimento. Tudo opcional.
Ninguém aqui afirmou ser fácil. E não é só dormir e esperar a amnésia... É dormir um dia e mais outro e mais muitos outros. É abrir os olhos para o que há ao redor, sacudir a poeira e aceitar que você é quem tem que escalar o buraco. É procurar lembrar só do que lhe faz bem e pode acrescentar de positivo nos seus dias.
E você, do que é que você se lembra?



terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Nova aquisição!

Pra um 2007, um começo diferente. Um primeiro emprego, um terceiro ano, um vestibular, um desejo e por quê não um blog? Vou abaixar a guarda e escrever, afinal é algo que eu gosto de fazer e em tempos tão 'negros' como os que estão chegando pra mim, vou ter que achar soluções criativas pra não deixar de fazer o que gosto... portanto, eis aqui o meu cano de escape.
Hoje sem muito mais a acrescentar; meras explicações.
Abraços!